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sábado, 24 de agosto de 2013

Análise do Livro "Vidas Secas", de Graciliano Ramos


AEEEEEEEEEEEEEEEE, a lista está terminando! Falta só A Cidade e as Serras (que não parece ser tão chato assim e é totalmente adaptável aos dias atuais) e Sentimento do Mundo. Nesse ritmo termino até meados de outubro e tenho tempo de fazer resenhas de todos os outros o/
         Enfim, vamos ao livro. A obra foi publicada em 1938, e é pertencente a segunda fase do modernismo, com características bastante regionalistas, de linguagem muito simples e fácil de entender. É uma narrativa na terceira pessoa (graças a Deus, se fosse um dos protagonistas ia ficar sem entender porra nenhuma rs).
         Os personagens são pouquíssimos, mais se resumindo aos principais:
Fabiano: pai de família, era um vaqueiro castigado pela seca, ruivo e de olhos azuis (aí o cara voou, né). Não sabia se comunicar direito, e por isso sempre levava golpes de seu patrão. Se sentia como uma bicho, sem possibilidade de convivência na sociedade.
Sinhá Vitória: Mulher de Fabiano. Mais esperta que ele, sabia fazer contas e alertava à seu marido que ele estava sendo roubado nas contas do patrão. Também fala pouco, e seu maior sonho é ter uma cama de couro, igual a de seu Tomás da Bolandeira (o patrão deles anteriormente, que era nitidamente mais generoso).
Filho Mais Velho: Era muito curioso, mas tinha a mesma "limitação fonética" que os pais tinham. Queria saber o significado da palavra inferno.
Filho Mais Novo: Queria fazer algo que orgulhasse seu pai e deixasse seu irmão com inveja. Sonhava em ser vaqueiro como Fabiano
Baleia: A cachorrinha da família, adorada por todos. Era mais tratada como humana que os outros, inclusive tinha nome, coisa que os garotos não tinham. Obediente, sabia o seu lugar e esperava ansiosamente pelos seus ossos.

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sábado, 3 de agosto de 2013

Análise do livro "Viagens na Minha Terra", de Almeida Garrett

         

            De todos os livros que já li para o vestibular (falta Vidas Secas, As cidades e as Serras e Sentimento do Mundo), este foi o de mais difícil compreensão. O metidíssimo Garrett, que diz o tempo todo que ele está escrevendo uma obra prima, fez uma história realmente muito intricada: Em um momento ele estava falando de sua viagem de Lisboa à Santarém, em outro sobre um assunto qualquer que mereça sua humildíssima opinião e depois, bem depois, começa a história de fato, ainda com interrupções. A obra é tão complexa que não pode ser classificada em uma só escola literária: é considerada romântica mas com partes realistas. O foco narrativo é em primeira pessoa (narrador-protagonista).
           A história resume-se à viagem do autor de Lisboa à Santarém, uma vila que continha muito da história de Portugal. Enquanto narra as paisagens que vê, Almeida fala sobre diversos assuntos, passando por política, literatura, mitologia grega... e o mais impressionante é que algumas coisas que ele fala sobre a sociedade (de acordo com ele, a tendência era que o individualismo e o materialismo aumentassem cada vez mais) são bastante aplicáveis hoje em dia; é como se fosse uma profecia que se realizou com êxito.

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