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segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Análise do livro "As cidades e as Serras" - Eça de Queirós

Tormes, Portugal!

É pra glorificar de pé! Finalmente consegui terminar a lista de livros gênero romance, agora só falta o de poesias, que acho que não vou conseguir ler... Enfim, nas próximas semanas tentarei colocar aqui a análise dos demais livros, queridos fantasminhas :)
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Publicado um ano depois de sua morte, "A Cidade e as Serras" trata do dilema campo x cidade e é como um reconciliação do autor com Portugal, já que sempre foi muito irônico e crítico em relação ao seu país natal. É classificada como uma obra realista ou naturalista. Ambientado na cidade de Paris em plena Revolução Industrial (séc XIX), mostra a vida ilusória nas grandes cidades, o que nos faz pensar e certamente pode ser adaptado para os dias atuais.
Foco narrativo: Primeira pessoa singular (Zé Fernandes conta a história de seu ponto de vista)
Tempo: Cronológico, século XIX
Espaço: Os principais são Tormes, em Portugal e Paris, França.
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sábado, 24 de agosto de 2013

Análise do Livro "Vidas Secas", de Graciliano Ramos


AEEEEEEEEEEEEEEEE, a lista está terminando! Falta só A Cidade e as Serras (que não parece ser tão chato assim e é totalmente adaptável aos dias atuais) e Sentimento do Mundo. Nesse ritmo termino até meados de outubro e tenho tempo de fazer resenhas de todos os outros o/
         Enfim, vamos ao livro. A obra foi publicada em 1938, e é pertencente a segunda fase do modernismo, com características bastante regionalistas, de linguagem muito simples e fácil de entender. É uma narrativa na terceira pessoa (graças a Deus, se fosse um dos protagonistas ia ficar sem entender porra nenhuma rs).
         Os personagens são pouquíssimos, mais se resumindo aos principais:
Fabiano: pai de família, era um vaqueiro castigado pela seca, ruivo e de olhos azuis (aí o cara voou, né). Não sabia se comunicar direito, e por isso sempre levava golpes de seu patrão. Se sentia como uma bicho, sem possibilidade de convivência na sociedade.
Sinhá Vitória: Mulher de Fabiano. Mais esperta que ele, sabia fazer contas e alertava à seu marido que ele estava sendo roubado nas contas do patrão. Também fala pouco, e seu maior sonho é ter uma cama de couro, igual a de seu Tomás da Bolandeira (o patrão deles anteriormente, que era nitidamente mais generoso).
Filho Mais Velho: Era muito curioso, mas tinha a mesma "limitação fonética" que os pais tinham. Queria saber o significado da palavra inferno.
Filho Mais Novo: Queria fazer algo que orgulhasse seu pai e deixasse seu irmão com inveja. Sonhava em ser vaqueiro como Fabiano
Baleia: A cachorrinha da família, adorada por todos. Era mais tratada como humana que os outros, inclusive tinha nome, coisa que os garotos não tinham. Obediente, sabia o seu lugar e esperava ansiosamente pelos seus ossos.

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segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Populações indígenas no Brasil

Experiências antes da conquista, resistência e acomodações à colonização


Antes de começarmos a falar do Brasil, vamos falar da relação com os primeiros colonos da América. Esse contato foi feito pelos espanhóis.  No começo foi feito uma espécie de repartimento, onde alguns espanhóis deveriam cuidar de certo número de índios e conduzi-los à fé cristã e em troca poderia utilizar sua mão-de-obra. Em 1500 a coroa espanhola declarou a liberdade dos índios, mas determinou que eles podiam ser conquistados através das guerras justas. Foi aí que a população indígena começou a ser dizimada, muitas vezes com a ajuda de seus semelhantes, porém inimigos de tribo, e os colonizadores se aproveitaram desta situação. Embora os indígenas fossem em maior número, os colonizadores tinham a vantagem de ter um sistema de guerra mais sofisticado, que foi o que decidiu a vitória deles.

No Brasil

O primeiro contato foi onde hoje é a cidade de Belém, foi bem amistoso. Os indios tratavam os colonizadores com pacificidade. Mas a situação mudou quando os brancos começaram a maltratar os índios: Eles se rebelaram e ocorreram sangrentos confrontos, como no caso dos tupinambás e os tapajós. 
Houveram inúmeros confrontos, inicialmente no litoral leste e sudeste. Os colonizadores tomavam as terras para a implantação de lavouras e escravizavam os índios que resistiam a guerra. Ah, e não era só disso que a maioria morria: eles também morriam de doenças trazidas pelos brancos, como a varíola e doenças de índios de outras tribos, quando eram colocados juntos para serem catequizados, o que veremos à frente.
No começo da colonização, onde precisava-se de mão de obra para as lavouras de açúcar, o governo oscilou na defesa de dois lados: o agrário, que queria que os índios fossem usados como mão-de-obra escrava; e os do missionários, que pregavam que se eles fossem convertidos ao cristianismo, eles poderiam viver como "civilizados".
Em um regimento durante o período colonial, o governo afirmou que os índios eram a principal população do Brasil e que os colonos deviam tratá-los bem, exceto quando agissem como inimigos (similar a ação espanhola, não?). Em 1758, há um grande retrocesso: outro regimento declara a liberdade dos índios, e retirava o poder dos missionários sobre eles. Aí começou a verdadeira caça aos índios.
Bandeirantes iam para o sul, sudoeste, não em procura de pedras preciosas, mas sim de índios, que eram tão valiosos quanto, por servirem de mão-de-obra escrava. Como no caso da colonização espanhola, tribos inimigas ajudavam a localização da outra. Mas o impressionante é a forte resistência que os índios mostravam: quando em grande número, executavam estratégias militares e eram uma "dor de cabeça" para os portugueses. Quando capturados eles fugiam, se matavam, criavam resistência juntamente com os negros...
Quando eram escravizados, encontravam um cenário de mais violência ainda. Sofriam até pela mão dos Missionários por trabalho forçado. Mas sempre faziam pelo menos um pequeno ato rebelde, como roubar senhores e vizinhos, invadir propriedades, fugir, negociar mercadorias (o que prejudicou o trabalho dos mascates).
Muitos indígenas organizavam revoltas, que nem sempre eram bem sucedidas. Uma que deu certo foi a fuga coletiva e a reconstrução da aldeia em lugares distantes dos colonizadores. Uma revolta que também deu repercussão foi em São Paulo, onde aniquilaram seus opressores e queimaram as plantações.

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Na minha opinião, os indígenas foram uns dos povos mais oprimidos do Brasil (não esquecendo dos negros, é claro). Eles viram o horror em uma terra que sempre foi sua, e sofreram de doenças, violência, abuso sexual e assassinatos, mas nunca se calaram. Ainda hoje, o povo remanescente sofre com a tomada de suas terras, a lenta morte de sua cultura. É mais uma incrível resistência a ser adicionada à história mundial. 
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