sábado, 18 de julho de 2026

Uma vida Pequena - Hanya Yanagihara



Acabei de terminar de ler este livro e precisava escrever  algo sobre ele.

De forma breve, a história acompanha a vida de quatro amigos que se conheceram na faculdade: Jude, Willem, JB e Malcom. Por mais que após o fim da faculdade cada um tomou caminhos diferentes, a vida voltou a reuni-los em NY. O livro conta sobre a vida e as interações deles durante um bom período de tempo, com um foco especial em Jude, um garoto diferente dos outros. Quieto, de roupas largas, andar torto, sempre tentando se esconder. E ao longo do livro vamos descobrindo os motivos para que ele seja assim.

É um livro bastante pesado. Logo, se você está passando por um momento mais dificil na sua vida, recomendo não ler. Nunca vi um livro entrar tanto em detalhes no sentido de auto-muti***** e sui*****.

Eu consegui sentir um pouco da dor desse personagem. Da dor de ter vindo de um lugar tão ruim, de lugares onde as pessoas diziam coisas ruins e faziam coisas ruins com ele. Mas toda a volta por cima que ele dá, se formando em direito e matemática em uma universidade Ivy League, se tornando um profissional muito competente e valorizado, sendo adotado por um professor querido e tendo amigos que o amam e que se importam com ele, não é suficiente.

Isso deveria na lógica "anular" a vida anterior dele. O que aconteceu no passado fica no passado. Porém não foi em assim. Tudo que ele viveu na infância e no começo da adolescência moldou o seu modo de ser ver e ver as coisas ao seu redor. Ele se via como alguém sujo, indigno de qualquer tipo de afeto. Com extremo ódio e a repulsa por si mesmo, ele usou mecanismos para se punir continuamente.

Com a ajuda de Willem, seu melhor amigo e grande amor, ele consegue avançar no entendimento de que ele é uma pessoa como qualquer outra e que merece todas as suas conquistas, que merece ser feliz. Quando Willem parte de forma inesperada em uma acidente de carro tudo desmorona. Ele entra em depressão profunda e vai "se deixando" aos poucos. Por mais que seu pai adotivo e seus amigos estejam por perto e tentem convencê-lo de que a vida poderia reservar mais coisas a ele, ele escolhe partir.

O livro me tocou muito, pois entra em um ponto não muito explorado, sobre como é a visão de alguém que sente que a vida acabou. Suas tentativas de ficar, e também a dor de quem vê esse processo ocorrendo.

É um livro bom, a escrita e a forma que a narrativa é desenvolvida te envolve. Mas se eu soubesse do tema, talvez tivesse deixado para ler em outro momento. 

9/10, talvez?


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Quem diria...

 Que em pleno 2026, de forma completamente despretensiosa, desenterrei esse blog. Da última vez que estive por aqui eu devia ter uns 19 anos, hoje eu tenho 30.

Li alguns posts e tanta, mas tanta coisa mudou... Algumas preocupações que me consumiam no passado ainda continuam me assolando por aqui, mas outras me arrancaram gargalhadas rs

Talvez eu volte a escrever mais por aqui, sobre coisas que estiverem pela minha cabeça. Gostei de ter um tesouro de mim mesma com condições de ser facilmente encontrado depois :)

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segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Alô, alô, Graças a Deus! Um pouquinho da vida universitária



Olá, my little piece of nothing! É bem aparente que eu abandonei de vez isso aqui, né? Bom, na verdade esse blog sempre andou aos trancos e barrancos e a ideia que eu tinha em mente nem se desenvolveu. Eu esperava que esse blog ajudasse muitas pessoas na mesma situação que eu e também servisse para aprimorar a escrita, mas enfim...Vejo algumas visualizações em alguns posts que fiz sobre o vestibular e espero muito que tenha ajudado alguém :)

Então, como dá pra notar em alguns posts anteriores eu finalmente deixei a vida de vestibulanda para me tornar universitária, em todos os sentidos. Fiz tudo a maneira "tradicional": Saí de casa para morar em uma cidade a 350 Km da minha, onde eu não tinha botado os pés uma vez sequer, com direito de showzinho na porta da minha nova casa chorando litros com a mamãe hahaha. Dá medo? Claro! Mas no turbilhão de começo de graduação você quase nem se dá conta da realidade em que estava vivendo. Esqueça comidinha de mamãe, roupinha lavada e passada e casa limpa: Agora quem manda na sua vida definitivamente é você e se quiser alguma coisa vai ter que ir atrás! Mas o começo foi uma fase muito boa, onde tudo era novo pra mim: Conhecer a cidade, novas pessoas (nunca conheci tanta gente de tantos lugares diferentes na minha vida!!), trote, festas... Minhas primeiras semanas se resumiram a isso.

Aí depois a brincadeira acaba e a graduação começa de verdade. É uma coisa completamente diferente de ensino médio, completamente. Grande parte dos professores adotam a postura tô-pouco-me-fudendo-se-você-entendeu-ou-não-pfvr-tenho-minha-pesquisa-científica-pra-comandar e a maior parte do seu aprendizado é feito quando você está sozinho. Neste primeiro semestre tive muitas disciplinas tensas, como Cálculo 1, Geometria Analítica e Física 1 e tive muita dificuldade para acompanhar os conteúdos de algumas, por ainda estar meio perdida quanto as formas de estudo. E quando não eram os conteúdos, eram as provas! ESQUEÇA a correção de Ensino Médio. Tem alguns professores que, sinceramente, acho que não tem nada melhor do que fazer na vida e resolvem fuder alunos pra ter um pouquinho de diversão. Mas é somente uma coisa que quero frisar aqui: independente do curso, se quiser ir bem, vai ter que estudar. E estudar muuuuuito. Tive que suar a camisa pra conseguir passar em todas as matérias, de um jeito que eu nunca tinha feito antes. 

Enfim, muita gente já me perguntou se não me arrependi pela escolha que eu fiz. Minha resposta é rápida: "Nunca!". Todas as experiências relativas à vida universitária ajudam muito no amadurecimento, e sinto que tava precisando disso. Conheci pessoas especiais que sei que não irão sair da minha vida tão cedo, tive experiências novas, me diverti pacas, estudei que nem louca, ri, chorei, bebi, fiz gordice como nunca antes... Essa mudança de ambiente era algo que eu estava precisando muito na minha vida. Se eu pudesse voltar atrás e fazer meu ano de vestibulanda diferente, eu teria feito tudo igual (e estudaria mais ainda!). Porque quem luta sempre vai ter suas recompensas no final, demore o quanto demorar.

Ah, e no momento estou de férias e vou ficar me divertindo um pouquinho por aqui! Então se tiver alguma dúvida ou alguma coisa que queira me perguntar sobre o curso ou até sobre o cotidiano, pode mandar aqui nos comentários ou tentar me contatar via redes sociais. Vou ficar super feliz por poder ajudar ;)

Partiu mergulhar na piscina






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segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Recomendo: Breaking Bad


Oi gentchi! Está bem notório que não tenho nada pra fazer, né? haha Pois bem, nos momentos de ócio dessas férias tão prolongadas acabei descobrindo essa série mega viciante! Na verdade, eu já tinha ouvido falar muito bem dela há muito tempo, mas pensei que era mais uma modinha boba, tipo crepúsculo (li todos os livros, assisti os filmes, e really, não é nada demais). Foi só eu começar a assistir que paguei a minha língua: É uma série dramática excelente e merecedora dos diversos prêmios que ganhou.


A série se foca principalmente em Walter White (Bryan Cranston), um brilhante ex-pesquisador e professor de química do ensino médio que vive uma vida normal. Todos pensam nele como aquele cara pacato, relax, idiota, tonto... Até o filho Walter Júnior (RJ Mitte), um adolescente com paralisia cerebral que idolatra mais o tio que o pai, e sua esposa controladora Skyler (Anna Gunn), que está grávida de uma menina.

Walter, Skyler e Walter Junior: Família linda e normal na primeira temporada

A vida do Walt muda drasticamente após ser diagnosticado com câncer de pulmão. Desorientado, esconde a notícia da mulher num primeiro momento e resolve assistir uma ação policial que seu cunhado Hank Schrader (Dean Norris), agente da DEA, está fazendo para capturar alguns produtores de metanfetamina. Por coincidência Walt vê um ex-aluno seu, Jesse Pinkman (Aaron Paul), fugindo da cena do crime. Pensando em prover sua família de recursos financeiros quando ele se for, vai ao encontro de seu ex-aluno e propõe usar seus conhecimentos em química para juntos fabricarem metanfetamina em qualidade superior.

Jesse Pinkman, moleque confusão, mas que no fundo tem um bom coração (e é um gato, convenhamos)

A partir daí somos guiados pelo mundo do tráfico, onde Walt (que usa o nome Heisenberg para lidar com o tráfico) e Jesse se envolvem nos mais diversos perigos e ganham muito $$$.  A trama é intricada e explora muito os personagens, tanto que nenhum se destaca como vilão ou mocinho: Todos tem o bem e o mal dentro de si, e seus próprios motivos.



Encerrada em 2013 com cinco temporadas, a série é um grande sucesso de audiência e dona de importantes prêmios nos EUA, como o Emmy e o Golden Globe Awards. No Brasil ela é exibida pela Record, com o nome Breaking Bad: A Química do Mal. (nem falo nada)

Estou na metade da quinta temporada e é impressionante ver os rumos que a série está tomando. Com certeza entra para o hall de melhores séries que já vi. :)





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domingo, 23 de fevereiro de 2014

Cirurgia Remoção de Safena - Detalhes e Recuperação


Oi gente! Uma das minhas metas pra 2014 era fazer a cirurgia de remoção da minha veia safena esquerda. Os médicos constataram que a dita cuja não estava fazendo o seu devido trabalho, e recomendaram a cirurgia o quanto antes possível. Como estou me mudando de cidade, resolvi fazê-la de uma vez (já expliquei em um post por aí). Mas procurando na internet sobre o pós operatório, percebi uma carência de conteúdo sem ser totalmente médico, sabe? Nem ia postar algo sobre ela, mas espero que seja útil para alguém que esteve na mesma situação que eu :)

De começo, já tinha más impressões; minha mãe já fez a mesma cirurgia e sofreu horrores com a anestesia e todo mundo falava que era o cão. E ainda por cima foi minha primeira cirurgia, a anestesia mais foda que eu tomei foi a local de dentista, kkkk. Por isso quase arreguei, adiando sem parar até que conversando com a mamis e o médico resolvi fazer de vez. Marcamos para o dia 23 de janeiro, uma quinta-feira há exatamente um mês. Fiz os exames necessários para o pré-operatório (no caso o Doppler e exame de sangue) e foi recomendado que eu ficasse de jejum por doze horas antes de ir fazer a cirurgia, marcada para as sete da manhã.

Cheguei um pouco atrasada (era pra eu ter chegado meia hora antes, hihihi), mas deu tudo certo. A enfermeira (muitíssimo gente boa, por sinal) pediu que eu trocasse de roupa e fui a pé mesmo pra sala de cirurgia. Deitei na cama e já começaram com os procedimentos: Tomei um pouco de soro direto na veia com aquele negócio apavorante e incômodo de plástico que eles colocam no braço, mediram a pressão, me ligaram as máquinas de coração, etc (esse é só aquele prendedor, relaxem) e o médico passa um aparelho infravermelho?, acho que pra ver a localização das veias. Depois disso aplicaram via intravenosa um breguete que fez eu dormir NA HORA. Não vi nada da anestesia, nada, sério. Embora a enfermeira disse que eu estava dopadíssima e fiquei falando um monte de merda do tipo "Vai doeeeer meu Deus!!". Não lembro de absolutamente nada, mas queria que tivessem gravado :P

Acordei algumas vezes durante o procedimento, mas estava tão dopada que voltei a dormir rapidinho. No final eles levam para uma outra sala onde fiquei em observação por uma hora antes de ir para o quarto, no qual tive que ficar até o fim do dia. A cirurgia durou mais ou menos duas horas.

No quarto só sabia dormir por mais duas horas. O efeito da anestesia vai passando, aí que a dor louca começa HAUSHAU (mentira). Mas senti mais na região das costas por ficar tanto tempo deitada, as pernas estão tão enfaixadas que nem dá pra sentir nada por lá. UMA COISA MUITO IMPORTANTE: Nessas horas depois da cirurgia, NUNCA, nunca mesmo, fique de travesseiro. É fundamental que você fique deitada reta na cama por causa da anestesia geral, pelo menos nas primeiras horas.

Enfim, depois do que pareceu uma eternidade, consegui convencer as enfermeiras a deixarem eu me levantar e ir ao banheiro. Sei lá, fazer minhas necessidades na comadre não parecia legal... Tive que esperar até depois da hora do almoço para poder me levantar. Posso dizer que consegui me levantar e ir andando praticamente sozinha até o banheiro, o que as enfermeiras disseram que é muito bom, sinal que estava me recuperando bem rápido. Mas é importante frisar que esses primeiros passos devem ser feitos com muito cuidado e prudência, afinal sua perna acabou de perder a veia mais longa dela (embora disseram que é dispensável para a circulação, mas sei não).

Um pouco depois veio o lancheeenho! São coisas bem leves como torrada, e bolachinhas (e sucos, e bolinho de chocolate, e gelatina), o que comi loucamente porque a fome já estava gritando. O médico passou com algumas recuperações para o pós operatório e meia hora depois fui embora para casa <3 Minha mãe tem algumas fotos que ela tirou quando eu estava no quarto, mas está no celular dela, se der depois passo para cá :)

Recuperação

O resto do primeiro dia (aliás, da primeira semana) é tudo muito entediante. É recomendado repouso quase que absoluto, e no primeiro dia nem pude tomar banho. Ele passou um anti inflamatório que esqueci o nome, Tylenol para dores muito fortes e a pomada para passar nos hematomas, a Hematom. A empresa farmacêutica que fabrica ela deve ter ficado riquíssima pela quantidade que tive que comprar, sério -n

O retorno da múmia, haha (mexi um pouco na perna direita também)

As bandagens só podem ser retiradas no dia seguinte. Foi um espetáculo a parte. Por baixo delas ainda existem gazes nos cortes e adesivinhos, e sangue seco fez partes da bandagem e da gaze praticamente colar na minha perna. Não vou mentir, doeu pra caramba! Não aguentei nem tomar banho sozinha, no primeiro dia a perna está muito dolorida e não consegui me manter de pé por muito tempo. Foi tenso.

Um pouco dos roxos


Minha perna ficou inteirinha roxa, algumas partes estavam praticamente pretas :O A foto acima só mostrou parte da coxa, mas atrás e embaixo estavam bem mais roxos que isso. A primeira semana passou tranquilamente, mas é bom seguir a recomendação do médico, ficar em repouso e usar e abusar da pomada. Gradualmente você vai percebendo que os roxos começarão a sumir. Ah, e uma semana depois fui tirar os pontos! Já estava bem melhor e andando normalmente, mas o médico recomendou que eu usasse a meia regularmente e ficasse mais um tempo parada, mais um bônus da minha mãe :/ (sim, eu estava muuuito inquieta em casa). E tirar os pontos não doi nada, mas é meio estranho...

No geral, a minha recuperação foi tranquila, mas depende muito da pessoa. Pra quem trabalha, recomendo que faça nas férias e peça uma licença de no mínimo duas semanas. Um mês depois, não tenho praticamente nada de roxos, só os três cortes feitos na perna esquerda ainda são aparentes (virilha, dobra da perna e calcanhar), mas acredito que vão sumir em greve. Uso a meia de segunda à sexta, umas 6 horas por dia. Aperta lindamente e incomoda mutcho nesse calor mas fazer o que né? Enfim, é isso e espero que ajude alguém na decisão de fazer a cirurgia! Porque além do lado estético, a qualidade de vida melhora bastante :)


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